5 de set de 2012

De novo bullying...infelizmente!

Parece um assunto novo mas não é.
Bullying, como é chamado hoje, aquela agressão gratuita e sistemática de quem possuí baixa auto-estima, sempre existiu. Mas não se pode negar que hoje, com internet, redes sociais e informação, a coisa está muito pior!
E digo mais: a violência está maior também! Tanto a verbal quanto a física!
Criança não é um ser inocente no seu todo. Criança também pode ser cruel e sabe ser assim pois ela inicia a identificação com os outros através de algo que os caracteriza e os nomeia como o gordinho, o magrinho, o alto, o baixinho, o vesgo, o gago, o cabeludo, etc... O problema é quando isso passa para o nível da agressão verbal, do preconceito e da violência. A coisa se complica quando essa nomeação passa para a ofensa! E essa linha entre a identificação natural e a ofensa é muito tênue.
O triste é saber que os pais, em sua grande maioria, se preocupa com a questão quando ela atinge o nível da violência física. Quando quem pratica o bullying bate no indefeso ou quando ocorre o contrário, o que sofre o bullying bate no agressor, é que ouvimos falar de alguma providência tomada. Só que quando chega nesse estágio, o problema já está tão grande e já ocorre a tanto tempo que os maiores danos psicológicos a vitima já foi instalado!
Estou passando por isso na minha casa desde o ano passado.
Como todo mundo sabe, tenho dois meninos. O mais velho como é maior, mais alto e mais gordinho, está sofrendo bullying. E eu estou sofrendo junto! Na verdade, acho que estou mais em pedaços com a situação toda do que ele!
Alguns colegas de classe e da escola, o chamam de gordo de forma pejorativa. E ele se sente muito ofendido! Já revidou fisicamente em um dos meninos agressores e tive que intervir indo na escola e conversando com o coordenador. Esse chamou meu filho e o menino e se resolveram, mas ficou por aí a história. A escola, como a maioria, não possuí um programa anti bullying com palestras, orientações, dinâmicas, que possam cortar esse mal pela raiz! E isso é responsabilidade da escola sim! Claro que os pais tem uma parcela da mesma pois educação, empatia, o respeito ao próximo se aprende em casa, mas a escola tem obrigação de reforçar e ampliar esse comportamento no seu espaço e fora dele!
O que eu fiz, por enquanto, foi conversar com meu filho. Falar pra ele que nós temos o poder do pensamento! É o pensamento que manda nos nossos sentimentos e é ele que vai dizer o que aquela situação significa para nós! Não é um evento 
que determina o que vamos sentir. E sim o contrário!
Por exemplo, eu posso acordar um dia com uma preguiça danada de ir ao trabalho. Então, ao chegar no carro para sair vejo que meu pneu furou. Como eu já não queria sair de casa, fico feliz pois posso justificar minha falta ao emprego! Mas e se essa mesma situação ocorrer num dia em que quero sair para ir a uma festa? Ao me deparar com O MESMO EVENTO, o pneu furado, vou ficar brava, triste e aborrecida! Percebe que é o mesmo evento, a mesma situação, um pneu furado, mas sentimentos diante dela super diferentes? Expliquei que se ele não se ofender mais com os xingamentos, ele demonstrará, mesmo sem perceber, isso ao agressor, que não liga por ser chamado de gordo, as agressões pararão! Isso porque ELE não permitirá mais isso! ELE, meu filho, mudará o sentimento através do pensamento! Também lhe disse que o agressor sempre é alguém com auto-estima baixa, que tem problemas para se aceitar e ser aceito, até mesmo na família. Que o modo dele se sentir um pouco melhor é agredir os outros! Disse para que ele sempre lembre disso, ao ser xingado de gordo. que quem o chama assim se sente pior que ele! Assim fica mais fácil mudar o tal padrão de pensamento! E as agressões verbais param porque quem agride procura um ponto fraco para superar os seus próprios pontos fracos.
Mas também o aconselhei a se impor e a se defender. Até mesmo partir para um tapa, se for preciso! Sei que estou errada, que esse não é o caminho, mas sinceramente? NÃO SEI O QUE FAZER! Estou tão esmigalhada por dentro, tão triste, tão brava, que não sei bem como agir!!
Falei para ele chegar perto do menino que o agride, falar mais grosso, dizer que não gosta daquilo e que vai tomar atitudes para que isso pare. E amanhã meu marido irá na escola conversar com a coordenação, porque esse problema não é só do meu filho! É da escola toda! 
 Algo tem que ser feito para mudar e tem que ser já!
Eu vou lutar firmemente contra o bullying.
E você???
Beijos
 

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33 comentários:

Luciana. disse...

Querida Lola, ontem mesmo estava conversando com minha sobrinha que sofre com isso faz uns 4 anos. Ela chegou a mudar de escola e parou 1 ano de estudar tal era o sofrimento. Fico impressionada com a crueldade de crianças e adolescentes e tenho certeza que a escola deve ser obrigada a tomar uma providência.
Com certeza assino embaixo para o que falou: quem faz isso é porque tem a auto-estima tão baixa que necessita tripudiar outras pessoas para tentar sentir-se melhor.
Cheguei a participar de uma blogagem coletiva aqui:
http://wwwespalhandosementes.blogspot.com.br/2010/05/blogagem-coletiva.html
Conte comigo para lutar contra isso.
Bjos, Lú.

Elis (Coisas de Lily) disse...

Lido, apoiado e compartilhado!
O assunto é mais sério do que muitos pensam.
Já passou da hora de se rever os rumos da educação dentro e fora de casa.
Beijos!

Telma Maciel disse...

Tá certíssima, Lola! Sofia já passou por UM DIA difícil na escola, onde recebeu bilhetes maus... e fui lá pedir respostas e disse q não aceitava esse tipo de comportamento com a minha filha e q tbm não aceitaria se ela tratasse alguém dessa forma. Resolvido. Pelo menos com ela.
Mas é como vc falou: a escola PRECISA tomar atitudes com relação ao bulliyng, sim! Pois se a coisa está acontecendo lá dentro, eles devem interferir E passar a situação para os pais.
Novamente estamos passando por um problema na escola, só que agora envolve a novela Carrossel... a professora disse q iria chamar os pais para que proibissem as crianças de assistir em casa (?) pq alguns alunos estão chamando um ou outro com algum nome da novelinha, pejorativamente. É certo uma professora fazer isso??? Então dei uma vasculhada (pq Sofia me conta tudo, mas quis saber melhor da situação) e vou conversar com a professora hoje, pra q faça, sim, a reunião. E aí vou falar tudo o que penso tbm! A escola está errada e despreparada!
Espero q o marido consiga se fazer ouvir tbm. E q a situação fique melhor.
Beijo

Clara disse...

Que chato isso!
Imagino o que seu filho sente, porque ainda está em formação e qualquer coisa que ele ouça agora, dificilmente irá esquecer.
Dá vontade mesmo de partir pra agressão física, porque eu ODEIO essa "palestra" dos responsáveis de só conversar com as duas partes e ficarem sentados em suas cadeiras macias numa sala refrigerada. ODEIO!
Isso é problema da escola sim e é caso de polícia, de processo... mas não sei, e acho que vc tbm não, as consequências disso, porque não sabemos que tipo de gente anda com aquele meliante mirim.
É difícil, Lola, e o que podemos fazer como pais, é dar carinho e atenção aos nossos filhos.
Que triste! Dê um beijo no seu filho por mim....

Fernanda Reali disse...

Bom dia, amiga! Gostei muito do post e vou compartilhar. Te peço permissão para usar um trechinho no meu post daqui a alguns dias, linkando para cá para o pessoal ler na íntegra, claro.

Na minha opinião:
1. Thi precisa fazer terapia para se fortalecer e saber lidar com esta situação. Ter uma postura mais autoconfiante vai minimizar o problema.

2. A escola deve ser avisada por ESCRITO, e exige que te mandem o bilhete assinado de volta dizendo que estão cientes. Caso tu precises fazer uma ação judicial, vais provar que a escola foi conivente com o bullying.

3.Fizeste bem em escrever, compartilhar, e tiveste uma abordagem ótima.

um beijooooo

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

o que a Fernanda Reali falou, está perfeito. o aviso por escrito, uma ajuda psicológica pro filhão...

mas é barra mesmo, tão cedo as crianças tendo contato com o pior do ser humano, ter que conviver com esse tipo de coisa.

vcs vão conseguir se sair bem nessa. vão achar uma boa solução. força ai, minha amiga!

um grande abraço pra vcs!

janne falcão disse...

Lola , sei de verdade o que esta sentindo , minha filha hoje com 19 anos passou por isso durante um longo tempo em silêncio , quando comecei a perceber que ela estava se tornando agressiva e escolhia roupas que pudessem assustar o outro , quando ela fez dez anos parecia uma roqueira andava de preto , coturno ,cara fechada, mas , em casa continuava a mesma menina doce , percebi que era um artificio de defesa , briguei na escola exige u e nada mudei de escola, pouco resolveu graças a Deus sempre procurei estimular outros dons dela ,como ela não era popular , mergulhou fundo nos livros , e acabava se sobressaindo pela inteligência , pela maturidade , e isso fazia com que se sentisse superior em algo sua autoestima foi aumentando, começou a ter força para ignorar as provocações e com isso com o tempo foi amenizando , os apelidos eram sempre por conta da falta de jeito para o esporte , e também por ser muito quieta ,e ter as pernas meio tortinhas , e um tanto atrapalhada , eu sempre dizia que esse era o charme dela , uma vez simulou um desmaio , só pra que as meninas que viviam ameaçando parassem de persegui-la ... quando ela relembra o que passou me dói tanto !!! Enquanto o mundo não se transformar é necessario além de continuarmos a lutar fortalecer e desenvolver dons em nossos filhos pra que eles sejam fortes para lutar e superar essas barreiras que são erguidas por pessoas pequenas de espirito .

Lilian Britto disse...

Ah, que situação triste. Eu sei exatamente o que vc está sentindo, já até falei disso c vc certa vez. O caminho é a conscientização. A escola tem que tomar providências quanto a isso, tem que chamar os pais (todos, não só o dos envolvidos!) e colocar essa situação pra que eles entendam o que ocorre e conversar em casa com seus filhos. Esse é um problema tbem da familia, é até falta de educação na minha opinião.
Força Lola! Fique sempre ao lado de seu filho. Espero que tudo se resolva ^^
Beijos, bom feriadão!

@morenalilica

Lilian Britto disse...

Ah, que situação triste. Eu sei exatamente o que vc está sentindo, já até falei disso c vc certa vez. O caminho é a conscientização. A escola tem que tomar providências quanto a isso, tem que chamar os pais (todos, não só o dos envolvidos!) e colocar essa situação pra que eles entendam o que ocorre e conversar em casa com seus filhos. Esse é um problema tbem da familia, é até falta de educação na minha opinião.
Força Lola! Fique sempre ao lado de seu filho. Espero que tudo se resolva ^^
Beijos, bom feriadão!

@morenalilica

Anna Lucia disse...

Aos 13 anos de idade eu tive Anorexia Nervosa e isso, em parte, foi devido as gracinhas que ouvi na escola. Aos 12 anos de idade eu pesava 66 kg e aos 13 anos , 27 kg. Temos que cuidar das nossas crianças Lola. Digo isso porque sofri na pele. Lucas está gordinho. Come muito por ansiedade, ele está cada dia mais ansioso. A homeopatia não adiantou nada, a terapia tb não. Desistiu de fazer futebol. E eu agora vou tentar o Judô.
Eu acredito que ele vá emagrecer com o passar dos anos pq como disse no Face ele não é de comer muita bobagem. Mas enfim, temos que proteger as crianças. Como pode crianças tão pequenas serem tão maldosas a ponto de humilharem, excluirem outras não é mesmo??
O Lucas tem a auto-estima muito baixa e eu tento levantá-la todos os dias, elogiando seus desenhos, suas notas boas na escola, mas é tão difícil...
Beijos e nos mantenha informadas,estou comprando a briga junto com vc.

Meri Pellens disse...

É mesmo de esmigalhar o coração. Espero que a coordenação da escola tome providências.
Beijo, Lola.

Ellen Caliseo disse...

Oii.Lola!!

Devo imaginar o que ele passa..pois passei por algo parecido na escola.'me chamavam de pico do everest' pq meu nariz tem um ossinho saltado..e eu nunca gostei dele..naquele tempo essas apurrinhações nem nome tinha..hj é o bullying. Ainda não aconteceu com minhas crianças..mas um amiguinho da minha filha sofre com isso...ele qdo era pequeno fez uma cirurgia na garganta..então a voz dele é fininha..acho que nunca terá voz grossa..mas é um amor de menino..sofre por ser chamado de boiola..já mudou de escola..já agrediu colegas..e agora está aprendendo a ignorar..acho tb que é a melhor saida..mas até conseguir essa proeza a criança se dilacera por dentro..é mto triste viver e conviver em uma sociedade tão preconceituosa...e é pior é constatar que as escolas não estão capacitadas para acabar com esse problema..Força querida, estamos juntas nessa corrente do bem..
Bjs!

Alessandra Alves disse...

Oi Lola;

é uma situação muito triste.
Eu como professora, digo para você que as escolas e professores não sabem como agir nestas situações, e se você deixar pra lá, vão empurrar com a barriga sim! E você está certa em pedir uma postura da escola com relação a isso, pois só assim eles começarão a pensar no assunto!!!
Você está certa, as crianças tem uma tendência a serem cruéis. O que muda é a educação em casa, e sinceramente, pelo que tenho visto, é o que mais está faltando. Eu sempre falo que quem deve ser punido são os pais. Os filhos são apenas reflexo do que aprendem em casa.
Te desejo boa sorte nessa luta difícil!
Um grande beijo!

Monalise Nogueira disse...

Oww querida o filho da gente é tão especial né... E quando acontece algo desse tipo, a tristeza toma conta. Fique em paz que tudo irá se resolver, ajude seu filho da maneira que você vem fazendo, ele precisa de vc. Na escola da Letícia eles fazem palestras a cada dois meses sempre no dia da reunião de pais sobre o bullying. E qualquer tipo de reação q ligue a isso, eles mandam ocorrência para que os pais fiquem cientes. Eu nunca recebi.

Bjs

Licia Dutra disse...

Lola,eu passei por isso,só que na minha época de criança não tinha nome para isso,eu tinha dislexia(que também não tinha esse nome),e meu filho também tem dislexia e já tivemos muitos e muitos problemas por causa disso,desde quando ele era muito pequeno as crianças o chamavam de burro,e eu tive que conversar muito com ele. Uma vez quando ele tinha 6 anos, tinha um menino no transporte dele que só vivia mangando e chamando ele de burro e que aproveitava também para bater nele. Ele todo dia chegava triste e chorando,eu perguntei para ele se esse menino não tinha nada diferente e ele falou que o menino usava óculos,então expliquei para ele que ninguém por mais que pareça é normal,todos nós somos diferentes e temos que aceitar tanto as nossas quanto as diferenças dos outros e ele só continuava o chamando assim por que sabia que estava machucando ele,a partir do momento que ele percebesse que não o atingia ele pararia com isso. Ele fez isso,mas o menino não parou,então eu mandei ele(não sei se fiz certo,mas foi o que funcionou),quando ele o chamasse de novo,explicasse ao menino, "Todo mundo é diferente,você me chama de burro e usa óculos por que tem defeito nos olhos",o menino também ficou chateado de está sendo chamado de cego,então ele parou. Esse ano meu filho estava sendo perseguido por um colega de sala que estava ameaçando de bater-lo e meu marido foi lá na escola,falou com a diretora e foi na sala de aula também falar com o menino,alertar que estava de olho nele,nós não incentivamos a violência,mas ensinamos ele a se defender,as crianças são muito maldosas e violentas e muitas vezes a escola não toma nenhuma providência,então estamos sempre de olho. Bjsss.

Desconstruindo a Mãe disse...

Lola,

Minha filha está vivenciando essa mesma situação e só descobrimos quando, por causa duma rebeldia que não conseguíamos descobrir o motivo, a levou para a terapia.

Depois de alguns meses, ela começou a contar tudo o que anda sentindo e sofrendo porque, por ter sido educada pra resolver as coisas no diálogo, nunca pôs a mão numa menina que tem metade do tamanho dela, mas que a arranha, ofende, joga água no rosto em plena aula, entre outras coisas.

Cansa nós insistirmos para que não se revide. Não é isso que queremos para os nossos nem para os filhos dos outros. Mas acredito que a escola precisa ser parceira das famílias. Minha filha está sendo vista como a reclamona, como exagerada, enfim... Até a terapeuta foi à escola na semana passada e a postura da supervisora foi de dizer que a pequena está supervalorizando a situação... PODE ISSO?

Pior é ter de afastar uma criança de onde gosta de estudar, dos amigos, por causa de uma criança que age como "valentona"(bully).

Já ouviste falar no método Gracie Bullyproof? Ouvi falar no Altas Horas e estou tentando me informar bem a respeito. Não para que a Larissa aprenda a dar porrada, mas a encontrar segurança interior de encarar os problemas.

Beijo, torço pra que aconteça o melhor.

Ingrid

Luciana Kotaka disse...

Muito bacana a forma com que aborda o assunto, uma situacao bem delicada. Uma pena que tenha pais que nao cuidam para que seus filhos possam ter percepcao do quanto algumas atitudes podem influenciar de forma profunda e traumatizante algumas pessoas.
Bjs

Luciana Kotaka disse...

Muito bacana a forma com que aborda o assunto, uma situacao bem delicada. Uma pena que tenha pais que nao cuidam para que seus filhos possam ter percepcao do quanto algumas atitudes podem influenciar de forma profunda e traumatizante algumas pessoas.
Bjs

Crys Leite disse...

Nossa Lola que chato!

Acredito que a educação vem de casa, mas a escola tem sim o dever de reforça-la.

Nos meus tempos de professora lidei muito com isso, alunos agredindo outros de graça. Porque eram menores, menos habilidosos e alguns eram discriminados por causa de sua classe social.

Primeiramente eu conversava com o agressor pedia para ele se colocar no lugar do outro, e deixava bem claro que aquela atitude era errada e que se persistisse eu teria que tomar outro tipo de providência. Depois conversava com a criança que foi agredida para que ela não ficasse triste e que se sentisse desconfortável era para vir falar comigo.

Nunca tive maiores problemas e espero ter contribuído, mas já vi professores fazendo vista grossa para o assunto.

Beijos!

Tati disse...

Oi Lola, faz tempo que não comento em blog, mas queria marcar minha solidariedade a você. É mais do que lícito que esteja mesmo esmigalhada, destruída, com raiva! Queremos o melhor para nossos filhos e para o mundo em que vivemos. Ensinamos a eles a respeitar os demais, quando eles não são respeitados, dá uma sensação de desamparo...
Espero que a situação se resolva. Os conselhos da Fê Reali são o que também te recomendaria: terapia + carta assinada da escola. Força! Tudo se resolverá a contento. Ele sabe que pode contar com você, e isso é o mais importante! Beijos.

Luciana Aragão disse...

Lola você foi sábia nas palavras que disse pro teu filho.

Eu educo, não deixo que na minha sala de aula isso aconteça porque quem manda na minha sala sou eu e intervenho sim!
Você educa, você não permite que seu filho faça estas coisas com os outros.

O problema é a bosta de uma família que não tá nem aí pra educação, nem quer saber de valores e simplesmente joga os filhos na escola e só acabando com a gente... o pior é que tá cheio disso e o mundo tá do jeito que tá.

eu tenho tanto caso amiga...se as outras familias fizessem como agente educa...num seria melhor? nem passaríamos por isso!

bjo

Blog da Pandinha disse...

Eu piro na batatinha com estas coisas. Por muito menos, já quebrei o pau no condomínio que morava e ERRONEAMENTE, parto pra cima como leoa para defender meus filhos. Quando eu era criança, tinha a auto-estima muito baixa, mas muito mesmo. Meus 'amigos' me chamavam de testa de bater bife, país da testa e outras coisas. Minha mãe me ensinou que testa grande era sinal de inteligência, e meu boletim cheio de notas 10 me faziam crer um pouco nisso. Sempre fui fraca, submissa, e aceitava as gozações, fora que eu era magrela e me achava o bicho mais feio do mundo. Na minha escola, havia gago, turco, negro bem pobre, e cada um sofria de acordo com sua condição. De repente, desabrochei. Pq minha mãe NUNCA interferiu, eu tinha que me defender e não sabia como. Minha mãe estava certa. Fui me fortalecendo. As notas altas continuaram, a vaidade surgiu, passei a ser aceita em grupos e a vida mudou. Porque eu quis mudar. Vc foi sábia ao orientar o Thi, pq eu orientaria de outra forma: eu sou gordo, ok, mas e vc, que é burro, é feio, não tem mãe pra cuidar de ti (pq só filho sem mãe que faz isso com um amigo; se meus filhos fizerem isso com alguém, a coisa vai feder pro lado deles). O Thi é muito maior do que isto que está acontecendo, e apesar de saber que dói, e é triste como mãe sentir esta dor, ele passará por esta, e um dia, rirá da história. Há seis meses, fizemos um encontro de 24 anos de formados no Fund 2. E NINGUÉM se lembrava do quanto me trolava na época. Foi como se sempre fossemos grandes amigos e aquele momento pra mim foi uma lição de vida! Boa sorte, vai dar tudo certo, o importante é que o Thi tem família, coisa que tá faltando pra muita criança hj em dia! Beijos

Ana disse...

Lola, infelizmente não gostaria de estar comentando sobre esse post, sabendo que vc está esta passando por isso.
Eu sofri bullying no colégio e fora dele qdo menor, mas não sabia que existia esse termo, sei como é e posso dizer que é mto punk.
Essas crianças fdp, qdo mais vc se incomoda, eles pioram com os xingamentos.
Estamos todas com vc em pensamento positivo e boas vibrações para que isso se resolva.
Beijos e te acalma.
Sim a responsabilidade é do colégio e dos pais, porque tem muito pai conivente e confunde o filho ser espirituoso com espirito de porco.
Tamu juntas, no que precisar pra divulgar conte comigo.

Cláudia Pinto disse...

Você foi muito feliz na sua colocação, ao mostrar pro seu filho que é ele quem decide mudar o sentimento através do pensamento. Perfeito.

Acho que já disse aqui que meu filho passou por isso, concordo quando você disse que o problema parece ser maior para nós mães, e é verdade.

Fui até a coordenação, conversei, eles tomaram uma atitude. Há dois anos que nada mais acontece.

Desejo profundamente que isto seja resolvido o quanto antes.

beijo

Unknown disse...

LOLA, eu dificil/e comento em blogs, mas tinha que falar sobre isso. Eu era estrábica qdo criança, e penei muito na escolaa. mas minha mãe falava igual a vc. Demorou um pouco mas as gozações pararam. Agora tenho minha neta estrabica, e usa óculos, tento fazer o mesmo, a incentivando. que seu fiho se fortaleça e perceba que ela é muito melhor que os agressores. bjs

Maria Lúcia Marangon disse...

Lola, eu sou professora e, por isso, conheço bem os motivos que deixam essa situação chegar ao extremo. Eu quero te dar um conselho: NÃO ALIVIE PRA NINGUÉM! TODOS que sabiam da situação e nada fizeram devem ser responsabilizados. Você precisa de uma prova de que a escola foi alertada. Peça uma reunião com a direção, coordenação e os pais do menino. Se a escola demorar a marcá-la ou se recusar a fazer isso, diga que irá até a secretaria de educação para resolver o problema. Tudo o que solicitar, dê um prazo para que seja cumprido, caso contrário, diga que irá procurar a justiça. Só vi essa situação chegar até a justiça uma vez. Nas outras vezes, o medo do processo e do escândalo fizeram as pessoas tirarem suas bundas das cadeiras e tomarem providências.
Beijos pra você e para o Thi. ♥

Adriana Balreira disse...

Lola,
Sei o quanto o seu filho está sofrendo pois quando estava na escola também sofria isso (mas não era chamado de Bullying) por ser magra demais. Sei como é terrível isso. Mas você está se saindo muito bem com ele, conversando e fazendo ele se abrir.

A escola tem culpa, tem e muita! Mas ainda acho que a culpa é da família do outro que xinga e machuca. Muita das vezes esses pais não estão nem aí para o que os filhos estão fazendo na escola, quem são suas amizades. As vezes acham até graça quando seus filhos xingam o outro. Crueldade eu chamo isso. Fico PUTA de raiva com isso. Espero que vocês consigam cessar isso e que seu filhote se fortaleça e saiba lidar com futuros chatos da vida.
Beijos
Adriana

ღღღღ Cici ღღღღ disse...

Infelizmente, o bullying sempre existiu (mas não tinha este nome), mas hj em dia as crianças andam mais agressivas mesmo. Sem dúvidas, culpa dos pais, da falta de educação e acho que a escola tem o dever de alertar sobre isso, como vc comentou.
Eu sofri tb, qdo criança, imagine... japa, gordinha, aparelho nos dentes e óculos: um prato cheio, né?! E sabe qual foi a minha defesa? A indiferença. Exatamente como vc orientou o seu filho.
Os meninos vinham falar, e qdo percebiam que eu 'não dava mais trela', perdeu a graça, sabe!! Pararam de vez.
Espero que a situação se resolva, viu?!! Muito bom vc divulgar por aqui.
Se cuidem!
bjs

Eu que fiz... ou quase isso disse...

LoLa, seu post foi muito pertinente vejo que esta recebendo bastante apoio, eu fui uma criança magrela, mas fui feliz mesmo com as brincadeiras inconvenientes, acho que sempre soube lhe dar bem com isso! a minha bebezinha é bem gordinha e quando ela chega na creche as crianças já avisam Tia a gordinha chegou, eu não vejo maldade nisso, pelo contrário vejo até um carinho com ela, mas há casos e casos, primeiro vc ja fez que é conversar bem com seu filho, pois ele precisa filtrar bem quem o chama de gordo de maneira normal o quem o chama de maneira pejorativa, ta certo o nome dele não é gordo, mas sabemos que apelidos chegam, pelo que vejo há muita maldade e vc esta certíssima em procurar ajuda.
Boa sorte e nos mantenha informada, assim já aprendemos a lhe dar com a situação estamos com vc.

Bjs

Gélia

Carol Vieira disse...

Lola querida. Eu imagino como seu coração esteja triste e apertado.
Realmente este problema de bullying é antigo... Lembro bem da época em que eu estava na escola e isso existia. Só que não tinha nada de físico e era mais com apelidos. Acontece que antes eu não tinha maturidade para entender e hoje eu vejo que as pessoas que faziam aquilo eram realmente bem pobre de espírito.
Hoje eu vejo casos gravíssimos de bullying e fico perguntando: Onde estão os pais que não conseguem ver que seus filhos fazem na escola??? Onde estão os profissionais da escola???
Eu vejo tantos pais ausentes, só pensando em presentes, viagens internacionais com filhos tão pequenos, a pressão para aprender inglês/espanhol e fico questionando: Ótimo tudo isso, mas cadê o caráter???? Antes de mais nada, precisamos desejar que os filhos sejam ótimas pessoas e depois acredito que o restante será consequência juntamente com esforço.
Não tenho filhos, mas sou mulher, tia e me coloco no seu lugar. Eu no seu lugar estaria da mesma forma e também lutando para que algo possa mudar.
Tenha forças, passe muita segurança para seu filho, que esta fase vai passar e ele sairá vitorioso, porque é uma ótima pessoa!!!
Fique com Deus e não desista :o)
Bjs

Larissa Banister disse...

Eu sempre tive excesso de peso e fui nerd, na escola escutei muito por ser gordinha e ser estudiosa. Sofri e acho que sua luta é extremamente relevante, sou totalmente contra o bullying tb. Beijos =*

Fabiana Tardochi disse...

Puxa Bia! Como a gente fica mal com tudo isso...principalmente se é com o filho da gente. O meu pequeno sofreu na escola também porque é um bom aluno. Foi xingado, excluído só porque é um Nerd. As notas dele cairam, ele arranjava desculpa para não ir a aula e eu fui conversar com a direção da escola.
No meu caso a direção da escola é aberta e atuante e o problema foi resolvido.
É triste saber que a escola que eu estudei chegou nesse nível...e hoje só visa dinheiro...
Precisando de qualquer coisa conte comigo.

Um beijo

Regina Peres disse...

Tenho passado pelo mesmo que vc! Meu coração dói qdo meu filho vai pra escola, peço o tempo todo a DEUS que o proteja pra que corra td bem na escola. Já fui lá e conversei com a diretora e professores, e tenho sempre com ele a mesma conversa que vc teve com o seu e graças a DEUS melhorou. Mas já me decidi, se acontecer de novo, não irei mais na escola, vou a Secretaria de Educação da minha cidade e exigir que tomem providências, pois aqui tbm não nenhuma politica pra prevenir e educar as crianças. Um beijo em seu coração e do seu filho, espero que as coisas melhorem!!!! Regina.