17 de fev de 2011

Sou Rainha do Lar! Com muito orgulho!

Nunca fui uma pessoa mimada. Aliás...muito pelo contrário! Sempre tive que correr atrás do que eu queria e sempre trabalhei. E trabalhar que estou dizendo aqui não é só bater cartão-de-ponto numa "firma" e ter conta-salário no banco. Estou falando de trabalhar no sentido geral da coisa.
Daquilo que vai desde você fazer a sua própria comida, lavar a sua própria sujeira e ajudar em tudo, até a atividade por trás de uma mesa de escritório. De pequena, eu já me virava. E, modéstia à parte, muito bem! Lembro-me de tricotar meus próprios cachecóis para o inverno, fazer bolos de aniversário, consertar válvulas de descarga de privadas e até de trocar pneu. Tudo isso antes dos 18 anos de idade! E tenho muito orgulho disso! Estudei e me formei. Trabalhei conforme meus planos de carreira, atuando nas áreas de Psicologia que sempre gostei e escolhi. Mesmo trabalhando fora, de carteira assinada e tudo nos conformes da CLT (hehehe), continuava com meu trabalho árduo diário, que era chegar na minha casa, arrumar minhas coisas, preparar o jantar, colocar a roupa para lavar, etc...Tinha essa rotina quando solteira e também quando casada! Mas um dia tive que optar pelo meu trabalho na empresa ou pela minha família.
Enquanto éramos só eu e meu marido, apesar da carga de tarefas domésticas ser mais pesada para o meu lado, as coisas eram mais fáceis, porque eu tinha tempo, mesmo que de final-de-semana, de organizar tudo o que um lar exige. Quando tive meu primeiro filho, tudo ficou mais difícil, nesse sentido. Primeiro porque eu trabalhava do outro lado da cidade de São Paulo, onde levava 2 horas para ir e mais 2 horas para voltar de ônibus, de casa para a empresa. Segundo porque eu não tinha empregada nem mãe que me ajudasse com minhas coisas. No início eu não queria ter parado de trabalhar. Queria dar conta de tudo, fazer tudo, e ainda sair linda e maravilhosa! Achava que podia trabalhar mais de 9 horas todos os dias, perdendo as 4 horas diárias de locomoção ao trabalho, aproveitar a infância do meu filho, cuidar dele, cuidar da minha casa, cuidar das roupas de todos (marido, eu e filho), fazer comida, descansar, curtir a vida, me embelezar, sair, ler...UFA!
E eu também pensava que se eu não desse conta disso tudo, seria tachada de madame, preguiçosa, dependente de homem, dona-de-casa Amélia, etc...etc...e etc! E minha saúde foi se acabando, meus cabelos foram caindo, meu trabalho não rendia e meu coração ficou cada vez mais dividido e infeliz! Ia para o trabalho pensando no meu bebê. Quando estava com meu filho, pensava nos problemas do trabalho! Eu acabava não sendo produtiva em lugar nenhum porque não me dedicava 100% nem para minha família e nem para a minha profissão! Não tinha nunca a sensação de que estava cumprindo meu dever no mundo! Ou seja, eu não aproveitava nada de nada! O pior é que fui adiando a decisão de optar pela minha carreira profissional ou pela minha família por um bom tempo, porque a maioria das pessoas, pessoas até que gostam da gente, sempre nos cobram, nos pressionam. Mulher moderna tem que ser executiva e profissional, no mínimo! É como se, hoje em dia, fosse um crime mortal ser dona-de-casa e mãe em tempo integral! Parece que a mulher que não trabalha fora é uma inútil total! E eu tinha um medo terrível desse estigma. Até que um dia, vendo que eu estava realmente enlouquecendo de estress, pedi demissão. Nos primeiros meses, vou confessar a vocês, não foi fácil! Além do orçamento familiar que diminuiu com a minha saída do trabalho, ficava pensando se a minha decisão tinha sido a melhor. Com o tempo, fui percebendo que a felicidade voltou a fazer parte do meu dia-a-dia! Eu continuava acordando cedo e continuava trabalhando! Que descoberta genial eu fiz e que, infelizmente,  muitas pessoas ainda não descobriram: a mulher que fica em casa trabalha também meu povo! E como trabalha! A gente sai cedo da cama, vai direto pra cozinha preparar o café de todos da casa, acorda filhos, vê a internet (é meu povo! Mulher que fica em casa também é antenada, lê de tudo e sabe do que acontece no mundo! rs), verifica o que fará no dia, leva filho na escola, põe gasolina no carro, paga contas, responde emails, faz almoço, arruma a casa, lava a roupa, passa a roupa, faz compras no mercado, negocia com pedreiro, marceneiro, vendedor de tomate, etc...busca filho na escola, ajuda na lição, conversa com professora, verifica pagamentos, conversa com Gerente de Banco, faz malabarismos pro salário do marido durar até o final do mês, compra presente, faz artesanato...UFA! Continuo ativa e trabalhando! Ainda não reconhecida por um monte de gente... Isso não posso negar! Ainda ouço pessoas me chamando de madame e de alguém que largou a profissão para depender de marido.
Mas o melhor disso tudo é que estou imensamente mais feliz, mais calma, mais bonita, mais serena e mais certa de que, todo dia, meu dever realmente está sendo cumprido!
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31 comentários:

Bia, Desperate Housewife disse...

Gata, você falou do meu dia-a-dia; de dona-de-casa. Muuuuuuuito puxado, mas meus patrões são meus filhos e meu marido (não me julguem), e eles eu suporto, consigo dobrar, posso beijar e abraçar! Minha programação do dia eu que faço. me preocupo com meus problemas e da minha família.
Não me interessa ir pra rua agora não, viu. O mundo lá fora é mau, hahahahahahaha.... Falando sério, apesar dos pesares, prefiro trabalhar em casa do que lá fora. Mesmo. Podem me chamar de "do lar", de tonta, de dependente do marido; eu não ligo. O que me interessa é ser feliz, e certamente sou mais feliz em casa do que fora.
Caso seja preciso, eu arrumo algo de meio período; mas só se for necessário hahahahahaha...
Gata, gde beijo!

Giuliana: disse...

Lola,

Amei ler este post, até um tempo atrás pensava assim, que mulher moderna não depende de marido, que dá conta do recado, que peita, que luta, que vence. Que tem que ser executiva, super reconhecida e valorizada na profissão, totalmente independente.

Ainda não casei, não tenho filhos, mas já mudei muito minha concepção. Não sei se conseguirei ficar sem ver meu dinheirinho no fim do mês, porém já conscientizei que se for necessário abdicar disso para que seja feliz, farei isso e ponto final.

Admiro as mulheres que abrem mão de sua vida profissional para cuidar de suas casas, filhos, família. =]

Beijos

Cinderela Descaída disse...

Lola:
Assino embaixo. Concordo com tudo. Tudinho! Quem diz que mulher que fica em casa não trabalha, que é madame deveria ser preso!
bjs

Blog da Pandinha disse...

Bia, há bm pouco tempo escrevi sobre isso. Minha resposta à sociedade é q madame sao as mulheres q SÓ trabalham fora e terceirizam o resto...

Blog da Pandinha disse...

Bia, me passa seu email? ursulahummel@hotmail.com. Bjs

Fernanda Reali disse...

Realidade parecida com a minha. Quem trabalha ao lado de casa, pode dar um jeito, se tiver creche ou empregada. Com o deslocamento, complica, por causa dos horários.

Ninguém tem família dano sopa em volta para olhar os filhos, elvá-los e buscá-los(antigamente havia tias, avós, madrinhas, vizinhas, mas hoje todo mundo tem sua ocupação).

Eu acho que é possível conciliar sim, mas achei que não estava compensando, estava tocando seis por meia dúzia.

beijooo

Andreia Lica disse...

Amiga, vc contou com detalhes como é a minha realidade, a única diferença é que ainda quero estudar!kkkk. Desde a primeira gravidez eu decidi que queria cuidar da criança até pelo menos 1 ano, ai veio a 2ª gravidez, e voltar a trabalhar é muito mais dificil qdo se mora no Japão. Voltei e quando as meninas começaram a ir para a escola e voltei a trabalhar, até o dia em que o Gustavo nasceu, o meu instinto materno sempre mais forte, decidiu dedicar o mesmo tempo à ele assim como dediquei as meninas, enfim, hoje sei que fiz a opção certa, pois as crianças foram criadas do jeito que eu quis...E acho que sou mais feliz que aquelas que se desdobram, pois posso aproveitar mais o meu tempo com meus filhos.

Bjão

Dani Coelho disse...

Adorei o seu relato!
Ainda não tenho filhos, mas penso seriamente nisso.
Até porque mesmo que tenha babá, escolinha, não é a mesma coisa que ter a mãe presente. Quero sim poder ter filho quando tiver condições de parar de trabalhar (pelo menos fora) e me dedicar aos filhos, casa, marido, etc.
Como tudo na vida tem seu lado bom e ruim, mas fazer o que. Cada um sabe o que é melhor p/ você.
Beijos

Indy disse...

Adorei tudo que você disse.
Sei muito bem como é ser Super Mulher, mãe, esposa, dona de casa, motorista, médica, psicóloga, etc etc.
É.... por que somos tudo isso e muito mais, e depois de um dia de tantos afazeres, ainda esperamos pelo maridão, linda, cheirosa com a comidinha na mesa.
Beijos.

Iara disse...

Lola linda, são decisões dificeis de serem tomadas, mas não há nada melhor que ficar com os filhos, eu fiquei um bom tempo com os meus enquanto pequenos e com certeza fomos muito mais felizes.
Mulher que fica em casa trabalha e muito sim, horário mais estendido impossível e eu não conheço nenhuma que ganhe hora extra. kkkkk
Beijos

Ana Guarany disse...

Oi Lola!

Que belo desabafo! Adorei a sua coragem, como sempre, de se abrir e falar tudo que sente e pensa... Concordo com vc, já vivi todo esse dilema ( já faz tanto tempo... ), e sei o quanto custa tomar uma atitude e "segurar as pontas" depois. O importante é viver BEM a vida, não importando com que cargo ou qualificação, ou de que lado de casa - se dentro ou fora - VIVER E SENTIR-SE REALIZADA é tudo que importa. Parabéns por suas escolhas de vida que a tornaram " imensamente mais feliz, mais calma, mais bonita..." Mil Bjs

Roberta M. disse...

Viva a dona de casa, do lar, Amélia ou o nome que quiserem dar, o fato é que é uma opçao dificil, pouco reconhecida externamente, mas que compensa muito!! Beijocasss

Leticia disse...

Lola,
To naquele passo que vc fala que morar só os dois, dá para dar conta... também nunca fui mimada, sempre me virei, hj em dia tenho uma faxineira (que me dá um trabalhão! kkkk) pra resolver o problema das roupas... de resto, minha conta!
Eu adoro cozinhar, gosto de ter meu tempo para blogar, ver amigos, mas não consigo me cuidar como antigamente (faço academia 3x por semana e só!), ir no salão todas as semanas e ficar horas (quando era solteira, fazia)...
Ainda não consigo falar sobre maternidade... vc viu o meu desabafo no twitter... mas realmente, perder 3 a 4h no trânsito... além do estresse... eu peço pra ter mais qualidade de vida. Para ter mais tempo, mas ainda não consegui negociar isso... só o futuro vai dizer como vou me comportar, se vou ter filhos, etc... mas acho q casa dá um trabalho danado... hj falo pra minha mãe! rsss
Beijos
lelê

Cintia Branco disse...

Lola,

Que inveja de você, esse é o meu sonho, poder largar toda essa correria sem sentido e poder me dedicar a correria do meu lar. Chego em casa todo o dia moída e cada vez mais sinto vontade de largar tudo e fazer apenas o essencial, sinto falta de cuidar da minha casa, do meu filho, do maridão, ver se a roupa está bem lavada, cuidar de um cantinho da casa sem a preocupação de estar deixando mil e outras coisas por fazer.
Mas sei que esse não é o momento e que tenho que ir devagar, quem sabe diminuindo a carga horária já perceba a diferença.
Adorei ler seu post, só quem trabalha em casa ou já trabalhou sabe o quanto é difícil e cansativo e que dificilmente é valorizado.
Grandes beijos

Ah, se te chamam de madame é porque morrem de inveja, já que você foi ousada o bastante para escolher o que era melhor para você e sua família. O mundo não está preparado para pessoas ousadas e determinadas.

Amehlia Digital ® disse...

Cumadi,
Que bom ler sua prosa...
Tenho um desabafo semelhante em um post (fora o blog inteiro) onde me apresento como a Amehlia Digital...
Não tenho do q me envergonhar...e fico feliz por te ver vencendo esse mundo consumista (de energia, paz, tempo...família) e vivendo outro momento...parabéns!
Ao contrário do q se pensa, tem q ter mta garra para nadar contra a maré.
Deus te honrará!
Um bejim no seu coração!

Luma Rosa disse...

Os filhos revolucionam o nosso pensar. O que não fazemos por eles?

Acho legal que seu marido seja companheiro em suas decisões, mas o que vejo por aí, são homens que fecham os olhos para o trabalho doméstico das mulheres e preferem que elas trabalhem fora para dividir as despesas.

Frases como: "Não sei o que você fica fazendo em casa o dia todo" ouvi do marido da minha vizinha.

Tive o meu filho ainda estudante e foi barra levar a faculdade, estagiar, cuidar o bebê e ainda morando em outro país. Eu e meu marido trocamos os turnos de trabalho e dividíamos todas as funções. O final de semana era dedicado a nós 3. A minha independência se tornou emocional também, porque acho ruim a mulher que não tenha fonte de renda além da que recebe do marido. Não viveria de mesada, mas estou programando a minha vida para ter novas luminhas e julinhos para poder ser mãe e mulher integral.

Beijus,

Carine Gimenez disse...

Lola é exatamente assim que me sinto.
Esse post é ótimo, acho que vou imprimir em letras garrafais e colocar na porta de casa, para as pessoas perceberem que não sou um ET, que não estou sozinha nessa.
Eu me viro muito bem, há muito tempo. Já trabalhei fora e hoje estou em casa, as pessoas (até da família) acham absurdo, dizem que enlouqueci, ouço "piadas" sobre mulheres que ficam em casa "assistindo toda a programação da tv", que perdem a vida própria. "Brincam" que virei dependente do marido, que vou ganhar o troféu "amélia", que mulher que começa a depender do marido perde a identidade, e daqui a pouco até minhas calcinhas ele vai escolher.
Um dia, irritada com isso, desabafei com o marido, ele disse que ninguém sabe como é nossa vida da porta pra dentro, que não sou dependente dele, sou parceira, que ele admira muito minha capacidade de administrar a casa, as contas e o dinheiro com tanta competência, e que o importante é como eu me sinto. E eu me sinto bem, muito bem.
Beijo.

Pepa disse...

Oi Lola, é a Vi,quer saber fiquei anos tentando entender a matematica,nos mulheres temos que cuidar da casa , dos filhos, ser boneca,boa de cama e AINDA trabalhar fora e os homens só trabalham fora e quando chegam final de semana querem descansar..
Pera ai, Deus fez escravas ou mulheres?
Deus fez mulheres que a socieddae insiste em reduzir a escravidão.
Portanto sejamos justas, e dividamos o trabalho..
Nos cuidamos da casa e dos filhos, e os homens sustentem isso,só assim a conta fica mais equilibrada.
Bom final de semana,beijos, Vi

Fabiana Tardochi disse...

Essa é a minha vida, a minha realidade, diferente só pela profissão escolhida. Vc é psicóloga e eu escolhi fazer Estudos Socais. Me formei em 1994 e nunca trabalhei na área. Trabalhei em 3 empresas enquanto estive profissionalmente ativa.
Trabalhei como vendedora na 3M, Trabalhei na área financeira de um estúdio de TV onde fiz alguns comerciais também e fui secretária do diretor financeiro de uma multinacional alemã.Foram 10 anos de vida profissional fazendo o que eu gostava , mas sem tempo para a vida, para cuidar de mim e da minha família.
Abri mão da minha vida profissional definitivamente quando meu filho mais velho tinha 9 anos. Até então não percebia o quanto eu estava sendo egoísta em pensar só em mim ...e foi ai que percebi que eu nasci para ser mãe e não uma executiva de sucesso.
Foi duro no começo, a grana apertou, mas meu marido foi super a favor da minha decisão e me apoiou e hoje vemos que tudo foi válido.
Continuo trabalhando muito, sem remuneração, claro, mas amo ser dona-de-casa e principalmente mãe!
Obrigada pelo carinho♥
Beijos e um ótimo final de semana :)

Isabela Figueiredo disse...

Lola,

É muito reconfortante encontrar outras mulheres que também fizeram a opção de ser donas-de-casa e principalmente mães em tempo integral.
Essa sempre foi a minha vontade. Ser mãe é a única certeza que já tive na vida. Nunca tive uma carreira pela qual fosse apaixonada. Quando trabalhava era pelo salário no fim do mês.
Embora sempre soubesse o que eu queria é muito difícil "ir contra a maré" e peitar a decisão de não trabalhar fora. Principalmente quando as pessoas te julgam muito capaz e competente. A sociedade tem muita dificuldade em aceitar o que um dia foi o padrão natural das coisas. Como se por ter conquistado tanto espaço, a mulher fosse obrigada a "mostrar serviço" a fim de não retroceder na caminhada. Eu sempre penso que conquistamos o direito de ser o que quisermos, mas não aceito imposição nenhuma. Não vou abrir mão de uma coisa para ter outra. Posso escolher. Quero cuidar pessoalmente da minha família. Essa decisão só cabe ao casal e não acho justo o preconceito que enfrentamos. Enquanto o meu marido puder me bancar, ficarei em casa.
As pessoas nos julgam, nos diminuem, mas a verdade é a seguinte: esposa em tempo integral, tem quem pode, e não quem quer.
Beijinhos para todas vocês, que corajosas, estão seguindo seus corações,

Nilce disse...

Eita mulherzinha arretada!
É isso aí Lola. Ser feliz e fazer a família feliz é a coisa mais importante nesta vida.

Amei!

Bjs no coração!

Nilce

Tays Rocha disse...

Posso fazer um post? Ahhh, vou fazer, há dias não venho... kkkkkkkkkk

Lolita... eu poderia ter escrito cada linha destas, cada uma mesmo! Estou super feliz em casa, posando de Amélia sexy, quase magra, mas muito goxxxtosa... kkkkkkkk. Cuido dos pequenos, do marido, da casa, ainda trabalho, mas numa coisa que praticamente escolho como, não tenho obrigações de hora marcada, de chefes chatos e incompreensivos, trabalho em casa, de forma alternativa, fazendo o que amo de paixão. Acordo no horário que quero, faço as coisas no meu ritmo. Essa semana ainda ouvi de alguém ao saber que suspendi meu CRF: puxa, que dó...
Dó estava eu de pagar 400,00 por ano prá não usar, agora sou artesã e do lar mesmo. Eu tenho ajuda, minha família é maravilhosa, unida e me ajudam em tudo, me cercam em tempo integral, mas não acho justo impor esse tipo de responsabilidade e obrigação, quero que seja prazer prá eles, estão em idade de descansar, não de criar netos, prá isso eles tem pai e mãe. Eu até poderia continuar trabalhando mas fazendo as contas, o que sobraria no final do mês, basicamente é metade do que ganho com artesanato, então prá que né? Vamos é ser feliz limpando a bunda dos pequenos! kkkkkkkkkkkk E além disso eu cuido e os educo de verdade, ali... de perto, não preciso confiar isso à ninguém, e isso não tem preço. Desde as coisas menores, os primeiros sorrisos, Mariana agora com suquinhos e comidinhas, Leo começando a alfabetizar, é mágico... e coração de mãe é mais mole que mingau... eu nasci prá ser mãe e adoro cuidar da minha casa, fazer comidinhas e etc... e pasar o dia com a bunda quadrada de ficar por aqui se assim me der vontade. Adorei o post, muito mesmo. Beijocas ♥

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

que texto bom, mulé. tem gente que acha que cuidar de casa é molezinha, q filho não dá trabalho, que é facinho trabalhar fora e em casa, etc.

o povo tá louco.
não dá. e vc fez a escolha certa, optou pelos que ama e por ser feliz.
eh isso ai!
bjs

Bárbara Rezende disse...

Oi querida!!!

Você está no meu post de hoje!!!

Menina vida de Amélia não é mole não... e tem homem que ainda fala que é super fácil... Basta pedir para que eles troquem de lugar conosco um dia só que eles pedem arrego kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

bjkssssssssssss

Fernanda de Oliveira disse...

Amiga do céu, vivo esse dilema há 22 anos e nunca tive coragem de mandar o pé no balde!

Sou funcionária pública do Poder Judiciário e se eu saísse agora sairia com uma mão na frente e outra atrás.

Além do mais, já perdi os melhores anos das minhas filhas, pois a mais velha tinha 4 meses quando voltei a trabalhar depois da gravidez e a pobrezinha comeu o pão que o diabo amassou nas mãos das babás.

Admiro sua coragem e determinação!

E forca àqueles que acham que ser dona de casa é coisa de vagal! rs

Quando eu crescer, quero ser igual a você!!! rsrsrs

Beijão ♥


p.s.: ri horrores com o post anterior, principalmente com o sapato de salto que deve ter o poder de transformar cocô de cachorro em petróleo kkkkkkkkkkk

Ale Quejinho disse...

Nossa que blog mais lindo. Minha primeira vez por aqui e ja estou amando. Sou nova neste mundo e vim deixar um convite para visitar meu cantinho. Se gostar, me siga que ficarei honrada.
Ale

Lola Flor disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lola Flor disse...

Lola
Excluí a minha postagem anterior por não ter conseguido me expressar como gostaria.
Quero dizer que acho o máximo ser "rainha do lar", não vejo nenhum demérito nisso, apenas tentei muito e não consegui (cheguei até a ter depressão), então cheguei a um meio termo na minha vida.
Faço o que PRECISO ( preciso para me satisfazer) fora de casa e amo o meu lar, família, artesanato e minha casinha que vivo enfeitando, perfumando, enfim, curto dos dois.
Um beijo, Lola

Tarcísio disse...

Queria me minha esposa fosse uma Rainha do Lar! Nosso casamento não é mais, deixou de ser! Estamos praticamente separados pelo fato de ela não gostar de nada que diz respeito ao lar!!!

Tarcísio disse...

Sinto falta há mutos anos de uma roupa bem lavada, passada; uma boa comida, sabe? aquele cheirinho gostoso do "rango" fresquinho feito com amor? Com certeza, não é para "qualquer uma" tem que ter aprendido com a mãe!!! Sou um INFELIZ...

Anônimo disse...

Menina, vc é uma heroína. Estava vivendo assim, só family e isso é maravilhoso, trabalhoso, mas nos deixa plenas como mulher. Entretanto, hj sou concursada, há dois anos nos mudamos entre os estados do nordeste por conta de concurso público. Atualmente estamos no RN, sem família de apoio, sem ninguém para ajudar na lida da casa. Estou me virando nos 30, digo, nas poucas 24h que o dia tem... ainda bem que o maridão acompanha e se vira junto comigo com trabalho, filhos e casa.
Parabéns a nós todas!!!!!