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12 de set. de 2012

É possível acabar com o bullying???

Dia desses toquei nesse assunto um tanto triste e difícil, principalmente para mim, uma mãe que sofre demais ao ver o filho sendo vitima de bullying (falei sobre isso nesse post AQUI!).
Hoje volto a falar sobre ele, mas com o coração um pouco mais leve.
Ontem participei de uma palestra no Colégio dos meus filhos, com o Dr. Alexandre Rivero, Psicólogo e Pedagogo, especializado em comportamento infantil, cujo tema era justamente esse: BULLYING.
Antes de entrar no assunto específico tao bem detalhado pelo Dr. Alexandre, gostaria de deixar aqui minhas impressões sobre a palestra.
Foto que tirei do Dr. Alexandre Rivero iniciando a palestra sobre bullying.
Quando cheguei, o auditório estava um pouco vazio. Cheguei a tirar uma foto tamanha a decepçao pois pensei: Será que ninguém comparecerá para ouvir sobre um assunto tao relevante?
Mas eis que o tempo passou e o teatro do Colégio começou a ficar lotado, com maes, pais, crianças, professores e diretores da escola. E graças a deus eu estava enganada: a maioria que estava ali realmente tinha muito interesse sobre o assunto!
Alguns pontos importantes que o Dr. Alexandre Rivero explicitou na sua palestra:
- Em primeiro lugar, é preciso definir o que é bullying. Todo mundo durante a vida, irá passar por algum tipo de frustração junto a um grupo de pessoas. Alguém, inevitavelmente, vez ou outra, irá lhe ofender, xingar ou lhe magoar. Isso não é bullying. Bullying é a violência tanto física quanto verbal dirigida a uma pessoa, expondo uma característica da mesma, como aparência, status social, religião, raça, etc... feita de forma continua, insistente e prolongada. E esse tipo de comportamento, em sua maioria, é feito às escondidas, porque o bule, o agressor, tem essa caracteristica de "mascarar"seus atos violentos. Portanto a escola, educadores e pais tem a tarefa de prestar atençao em alguns comportamentos que a vitima apresenta e o próprio agressor demonstra. Ou seja, é preciso resgatar o olhar atento da família sobre a criança e também retornar esse olhar ao ambiente escolar.
- Identificado o bullying, o agressor e a vitima devem ser amparados e socorridos por pais, educadores, psicólogos e escola! isso porque o bullying deixa marcas irreversiveis tanto em quem sofre quanto em quem pratica! É preciso lembrar que o agressor também será alguem, no futuro, comprometido com sua formação de caráter pois alguem que pratica bullying é alguem que também precisa de ajuda!
- Não é possível evitar que o bullying ocorra mas é possível barrar a continuidade dele! E isso só poderá ser feito se houver uma união entre escola e família. Pais devem estar atentos ao comportamento dos filhos pois quem é vitima de bullying silencia e quem pratica a violência, camufla o comportamento de agressividade. E, quando descoberto, não se pode negar jamais uma atitude!
- Toda criança e todo jovem, por mais independente e liberal que seja, necessita da figura da autoridade e espera dessa autoridade uma atitude que interrompa o processo de violencia. As crianças esperam que pais ou professores, ao saberem do que lhes acontece, possam agir a seu favor.  
Achei incrível essa observaçao do Dr. Alexandre pois percebi, no meu filho, que quando tomamos conhecimento do que ele sofria e decidimos ajuda-lo de várias maneiras, expondo escola, amigos, professores, etc... ele ficou mais calmo e seguro diante das agressões que sofreu.
Digo sofreu porque aconteceu algo muito bom com o Thiago! Ele se sentiu auto confiante para enfrentar o menino que o atingia com o bullying e o tal garoto admitiu o erro e pediu desculpas para o meu filho. Hoje mesmo, ao buscá-lo na escola, vi os dois, entre papos e risadas, 
conversando, como velhos amigos!
Fiquei extremamente feliz com isso!
Portanto, pais e educadores, a maior lição que aprendi na palestra do Dr. Alexandre Rivero foi que sem a união e o esforço continuo de pais, mestres, profissionais da saúde e sociedade em barrar o bullying, infelizmente ele aumentara ainda mais!
Beijos
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5 de set. de 2012

De novo bullying...infelizmente!

Parece um assunto novo mas não é.
Bullying, como é chamado hoje, aquela agressão gratuita e sistemática de quem possuí baixa auto-estima, sempre existiu. Mas não se pode negar que hoje, com internet, redes sociais e informação, a coisa está muito pior!
E digo mais: a violência está maior também! Tanto a verbal quanto a física!
Criança não é um ser inocente no seu todo. Criança também pode ser cruel e sabe ser assim pois ela inicia a identificação com os outros através de algo que os caracteriza e os nomeia como o gordinho, o magrinho, o alto, o baixinho, o vesgo, o gago, o cabeludo, etc... O problema é quando isso passa para o nível da agressão verbal, do preconceito e da violência. A coisa se complica quando essa nomeação passa para a ofensa! E essa linha entre a identificação natural e a ofensa é muito tênue.
O triste é saber que os pais, em sua grande maioria, se preocupa com a questão quando ela atinge o nível da violência física. Quando quem pratica o bullying bate no indefeso ou quando ocorre o contrário, o que sofre o bullying bate no agressor, é que ouvimos falar de alguma providência tomada. Só que quando chega nesse estágio, o problema já está tão grande e já ocorre a tanto tempo que os maiores danos psicológicos a vitima já foi instalado!
Estou passando por isso na minha casa desde o ano passado.
Como todo mundo sabe, tenho dois meninos. O mais velho como é maior, mais alto e mais gordinho, está sofrendo bullying. E eu estou sofrendo junto! Na verdade, acho que estou mais em pedaços com a situação toda do que ele!
Alguns colegas de classe e da escola, o chamam de gordo de forma pejorativa. E ele se sente muito ofendido! Já revidou fisicamente em um dos meninos agressores e tive que intervir indo na escola e conversando com o coordenador. Esse chamou meu filho e o menino e se resolveram, mas ficou por aí a história. A escola, como a maioria, não possuí um programa anti bullying com palestras, orientações, dinâmicas, que possam cortar esse mal pela raiz! E isso é responsabilidade da escola sim! Claro que os pais tem uma parcela da mesma pois educação, empatia, o respeito ao próximo se aprende em casa, mas a escola tem obrigação de reforçar e ampliar esse comportamento no seu espaço e fora dele!
O que eu fiz, por enquanto, foi conversar com meu filho. Falar pra ele que nós temos o poder do pensamento! É o pensamento que manda nos nossos sentimentos e é ele que vai dizer o que aquela situação significa para nós! Não é um evento 
que determina o que vamos sentir. E sim o contrário!
Por exemplo, eu posso acordar um dia com uma preguiça danada de ir ao trabalho. Então, ao chegar no carro para sair vejo que meu pneu furou. Como eu já não queria sair de casa, fico feliz pois posso justificar minha falta ao emprego! Mas e se essa mesma situação ocorrer num dia em que quero sair para ir a uma festa? Ao me deparar com O MESMO EVENTO, o pneu furado, vou ficar brava, triste e aborrecida! Percebe que é o mesmo evento, a mesma situação, um pneu furado, mas sentimentos diante dela super diferentes? Expliquei que se ele não se ofender mais com os xingamentos, ele demonstrará, mesmo sem perceber, isso ao agressor, que não liga por ser chamado de gordo, as agressões pararão! Isso porque ELE não permitirá mais isso! ELE, meu filho, mudará o sentimento através do pensamento! Também lhe disse que o agressor sempre é alguém com auto-estima baixa, que tem problemas para se aceitar e ser aceito, até mesmo na família. Que o modo dele se sentir um pouco melhor é agredir os outros! Disse para que ele sempre lembre disso, ao ser xingado de gordo. que quem o chama assim se sente pior que ele! Assim fica mais fácil mudar o tal padrão de pensamento! E as agressões verbais param porque quem agride procura um ponto fraco para superar os seus próprios pontos fracos.
Mas também o aconselhei a se impor e a se defender. Até mesmo partir para um tapa, se for preciso! Sei que estou errada, que esse não é o caminho, mas sinceramente? NÃO SEI O QUE FAZER! Estou tão esmigalhada por dentro, tão triste, tão brava, que não sei bem como agir!!
Falei para ele chegar perto do menino que o agride, falar mais grosso, dizer que não gosta daquilo e que vai tomar atitudes para que isso pare. E amanhã meu marido irá na escola conversar com a coordenação, porque esse problema não é só do meu filho! É da escola toda! 
 Algo tem que ser feito para mudar e tem que ser já!
Eu vou lutar firmemente contra o bullying.
E você???
Beijos
 

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