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29 de dez. de 2010
Balanço de final de ano.
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Eu brinco que quando uma coisa não é muito legal, ela demora para passar ou acabar. 2010 para mim não foi um ano bom. Muito pelo contrário. Mas no final das contas, vendo que faltam poucos dias para ele findar, até que passou rápido!
Foi um ano de descobertas. Descobri um lado não tão glamuroso de algumas pessoas. Pessoas essas que me eram muito próximas, por sinal. Mas também descobri gente que eu julgava de um jeito, e que se mostrou de outro. E um outro lado muito melhor! Gente que se pôs ao meu lado, nos momentos difíceis que passei. Gente maravilhosa que também descobri num local improvável, que é o mundo virtual!
2010 foi um ano de muitos conflitos. Briguei muito! Briguei tanto que em alguns momentos eu fiquei muito cansada! Cansada de gritar, cansada de mostrar o meu lado da história, cansada de ser justa, cansada demais apenas. 2010 foi um ano em que chorei demais! Não sou chorona. Aliás, detesto choro. Acho choro um desperdício. Mania minha, sei lá! Acho até falso quem chora demais! Choro pra mim é moeda rara de troca. Tem que aparecer quando realmente tem necessidade para tal. Mas eu não cumpri, nesse ano, essa minha filosofia. Chorei demais mesmo! Infelizmente, tive motivos para chorar. Queria eu ter chorado desse jeito que detesto tanto: só por fingimento! Porque chorar com motivo verdadeiro, é doloroso demais! 2010 foi um ano que conquistei coisas materiais mas que não curti quase nenhuma delas. Todas elas parecem que vieram com um peso enorme! Uma carga de culpa, de insatisfação, de "tenho isso mas não tenho o principal que é consideração, justiça, amizade...essas coisas". 2010 foi um ano em que mudei meu comportamento de forma radical. Aprendi a dizer não. Fiquei sem medo das coisas e das pessoas. Tomei coragem de me colocar na frente das situações e de colocar minhas ideias na mesa. Por isso sofri demais. Percebi que as pessoas não aceitam mudanças quando essas não lhes favorecem.
2010 foi um ano em que senti na pele o peso da falta de consideração. Enxerguei as pessoas como elas realmente são. E tomei um susto: tais pessoas eram feias pra cacete! Uma feiúra interna sem tamanho! Dessas que servem até para personagens de histórias de terror. 2010 foi um ano em que percebi, várias vezes, que estou literalmente sozinha. Não reclamo disso porque adoro a solidão. Acho-a um porto seguro para muitas coisas. Gosto de ficar só porque assim percebo o que ocorre a minha volta com maior nitidez e clareza! Mas também senti a solidão na sua pior forma de ser: quando você pede ajuda e não a tem. E não ter ajuda de quem você sempre ajudou, fica um gosto amargo de solidão na alma que é difícil demais remover.
2010 foi um ano em que ouvi pragas e xingamentos mil. Nunca fui tão mal falada. Nunca fui tão injustiçada. Nunca tive tanta carga negativa em mim!
Foi um ano de descobertas. Descobri um lado não tão glamuroso de algumas pessoas. Pessoas essas que me eram muito próximas, por sinal. Mas também descobri gente que eu julgava de um jeito, e que se mostrou de outro. E um outro lado muito melhor! Gente que se pôs ao meu lado, nos momentos difíceis que passei. Gente maravilhosa que também descobri num local improvável, que é o mundo virtual!
2010 foi um ano de muitos conflitos. Briguei muito! Briguei tanto que em alguns momentos eu fiquei muito cansada! Cansada de gritar, cansada de mostrar o meu lado da história, cansada de ser justa, cansada demais apenas. 2010 foi um ano em que chorei demais! Não sou chorona. Aliás, detesto choro. Acho choro um desperdício. Mania minha, sei lá! Acho até falso quem chora demais! Choro pra mim é moeda rara de troca. Tem que aparecer quando realmente tem necessidade para tal. Mas eu não cumpri, nesse ano, essa minha filosofia. Chorei demais mesmo! Infelizmente, tive motivos para chorar. Queria eu ter chorado desse jeito que detesto tanto: só por fingimento! Porque chorar com motivo verdadeiro, é doloroso demais! 2010 foi um ano que conquistei coisas materiais mas que não curti quase nenhuma delas. Todas elas parecem que vieram com um peso enorme! Uma carga de culpa, de insatisfação, de "tenho isso mas não tenho o principal que é consideração, justiça, amizade...essas coisas". 2010 foi um ano em que mudei meu comportamento de forma radical. Aprendi a dizer não. Fiquei sem medo das coisas e das pessoas. Tomei coragem de me colocar na frente das situações e de colocar minhas ideias na mesa. Por isso sofri demais. Percebi que as pessoas não aceitam mudanças quando essas não lhes favorecem.
2010 foi um ano em que senti na pele o peso da falta de consideração. Enxerguei as pessoas como elas realmente são. E tomei um susto: tais pessoas eram feias pra cacete! Uma feiúra interna sem tamanho! Dessas que servem até para personagens de histórias de terror. 2010 foi um ano em que percebi, várias vezes, que estou literalmente sozinha. Não reclamo disso porque adoro a solidão. Acho-a um porto seguro para muitas coisas. Gosto de ficar só porque assim percebo o que ocorre a minha volta com maior nitidez e clareza! Mas também senti a solidão na sua pior forma de ser: quando você pede ajuda e não a tem. E não ter ajuda de quem você sempre ajudou, fica um gosto amargo de solidão na alma que é difícil demais remover.
2010 foi um ano em que ouvi pragas e xingamentos mil. Nunca fui tão mal falada. Nunca fui tão injustiçada. Nunca tive tanta carga negativa em mim!
Mas tudo que é ruim demais tem que ter algo, ao menos, para tirarmos de lição. A lição que 2010 deixou para mim é não esperar nada de quem nada pode me dar. Ficou a lição de que meus bens mais preciosos são e sempre serão meus filhos. Eles são as únicas pessoas que realmente vale a pena tudo! 2010 serviu para me mostrar o quanto sou forte porque tudo o que passei era pra eu estar, no mínimo,destruída! E me vi como o bambu numa tempestade, que se dobra, se enverga, mas não se quebra nunca! Foi um ano em que percebi o quanto prezo ser justa, mesmo que tal justiça custe a minha saúde e a minha paz emocional!
Por isso, quero que 2010 encerre logo.
Sem choro, sem mágoas, sem recordações ruins.
Só que acabe.
Fim.
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